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domingo, 6 de outubro de 2013

Onde Estás?


Já estou moribundo
De tanto esperar!
Onde estás que não te vejo?
Nos espinhos da vida
Fiquei sem esperança...

Nesta noite fria, sombria,
Em que me alojei...
Nos sonhos amantes
Que um dia sonhei...
Encontrei a mim e não te encontrei!

No grito pujante
Que eu te mandei...
No eco ao som
A resposta escutei:
Ninguém a falar me desencontrei...

A cruel sorte minha
Tornou-se companheira.
No solitário abandono
A morte ceifeira
Tornou-se o caminho de minha cegueira.
Wallisson Sudaro ( 2006)



sábado, 18 de maio de 2013

Saudades do que fui

Frequentemente me perguntam:
para onde foi aquele rapaz bonito,
aquele do sorriso largo e gratuito?
Respiro e num alento afiro: se foi!

As noites carregam silenciosas lições
das quais se esquivam comumente os mortais...

Assim busco a noite, 
começo logo pelo fim dos dias...
E nada mais me atrai que o passado.
Sim, o que fui, aquilo que deixei de ser.

Impressiona-me como damos importância aos fatos vividos...
"onde está?" "o que foi feito?" "por que não volta?"

Talvez se entendêssemos mais sobre as diferenças,
essas minúcias dos seres variáveis,
seríamos proprietários de efetivas conjugações...
Ser tão bom... Estar tão bem...
Não entende?
Estar presente nunca foi ser... presente!

Por que se vão os dias e as pessoas e todas as coisas?
Para que propósito escoam nossas inconstâncias?
Nunca houve mudança sem passado...
Pelo que se foi colorido o ontem, quão infortúnio é viver o hoje!

E do amanhã, o que dizer?
Tens por certo o que dizer do desconhecido?
Carpie Diem, ecoam uma dúzia de lábios infantis... 
Eu, eu digo que: não!
Não viva o hoje, nunca pense no amanhã!
Viva das lembranças, boas ou ruins, as que te fazem real.
Por que a vida é única pra se mentir sempre...

E haverá aí talvez alguma verdade...
Buscarás a morte,
a real forma de viver,
mas não, não hão de te compreender...
E quem se importa?
Ame-se, viva-se!
E quando zombarem:
ah, morra hoje?
ah, já morreu!

Wallisson Sudaro (18/05/13)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Desabafo

Olho além e nada vejo... 
busco e perscruto o infinito e nada alcanço... 
minhas lembranças e minha história são anarquicamente desertoras de mim mesmo... 
estou largado e só... 
mas quando um dia eu for totalmente nada, feito pó, 
saberão, de uma vez, quem fui, talvez...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Eu quero... Liberdade!



Sabe o que eu quero de verdade? 
Eu quero a liberdade! 
Mas a liberdade de verdade. 
A liberdade que não é comercial: 
Aquela que não se compra... 
A que se não vende: Liberdade.

Porque já me canso em ver olhos que não podem comunicar-se, 
De ver mãos despalmadas por não comunicarem, 
De pés calejados por não haverem comunicado: caminhos, sonhos, essência.

Eu quero a verdade e só a verdade me interessa! 
E nessa carência ante à existência e todas formas inanimadas 
Tomo por minha eleita a noite.
Pois haverá você de comigo convir 
Que a noite é um espetáculo, e tanto! 

Negro manto areado de salpicos brancos a tilintarem corações, enleios tantos... 
E a lua, musa dos poetas, não se faz dona do céu... E nem a poderia ser... 
A noite não assina contrato, 
Não enclausura. 
A noite é democrática!

E o negro é noite em carne, em sangue, em osso...
O negro é verdade em carne, em sangue, em osso, consigo e com os irmãos. 
O negro do tambor, o negro do orixá, 
é liberdade em carne, em sangue, em osso...

E que homenagem essa dos céus ser todo verdade à noite. 
Por certo que assim haverá na lona escura mais brilho, mais estrela, mais lua, mais verdade...

O dia... ah, o dia é todo mentira! 
O carpie diem é invenção de branco. 
O dia é a liberdade de comercial: 
Divulgada, vendida, consumida, imposta. 
E eu de imposto quero distância.

Eu quero um dia em que negros e brancos e toda a aquarela possam pintar, 
De bicos dados, todos juntos por aí livremente, seus traços de verdade. 
Eu quero uma moldura em que não haja ditadura.
Eu quero um dia negro! 
Eu quero verdade, liberdade.
(...)
Mas, sabe o que eu quero mesmo de verdade? 
Eu quero eclipse. 
Branco no preto. 
Apocalipse. 
Ver liberdade.
Wallisson Sudaro (26/03/12)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Às Mulheres do meu Brasil Varonil

Ei você ai que esta lendo esta sequência de palavras... 
É mulher? Pois te parabenizo pelo brilhantismo natural de tua existência!
Agora me pergunto em particulares reminiscências: Que seria o Homem sem a mulher?
Como um raio que cai em dia tempestuoso assim me assaltam algumas acepções, tais como: Talvez, até fosse perfeito o mundo sem a mulher! 
Sim! Uma vez confirmada vossa existência todos os substantivos de alto quilate foram entregues à sorte mundana da morte... 
Culpa de uma fruta ou de sua desobediência? Ai Eva, não dava pra resistir?
Deixemos, pois, o pessimismo dessa primeira tomada intelectual e nos refugiemos na segunda assertiva, sem dúvidas, mais interessante: Seríamos Imperfeitos sem vossa existência. 
Isso porque na certa seriamos hermafroditas... 
E assim para onde iria o prazer da relação, do toque, do olho no olho? 
É bem verdade que não existiriam tantas crises econômicas como há no mundo de homens e MULHERES... 
Haveria, seguramente, menos shoppings, lojas de roupas, docerias... Dinheiro pra gastar! E até mais silencioso seria o mundo... E por fim nos privariam daquela inóspita hora de vossa TPM... 
Mas... Hermafrodita, nós Homens? Que tal? Ah! É um peso excessivo... 
Cauteriza-me a mente a possibilidade de carregar um filho por meses... Um pequeno parasita! 
Não, não, não! E depois as agulhas... Arg! 
Acordemos desse pesadelo! Deixemos em cada cabeça seus próprios piolhos! 
Obrigado Adão! Obrigado por não deixar Eva morrer sozinha! 
Obrigado por nos colocar no mesmo barco da existência temporária... Mas ao lado delas... PERFEITO!
E antes que eu possa finalizar com o fecho de data festiva, parabenizo os Homens... 
Sim, os Homens! Vocês mulheres, existem por nós! Ai, ai, ai... Cruel destino! 
De qualquer forma não podemos ficar sem nossa costela!
Feliz dia Internacional da Mulher! (08/03) 
Valorize a mulher... Nela haverá sempre uma porção de Amor!


Wallisson Sudaro (08/03/12)
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