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domingo, 10 de junho de 2012

Florbela Espanca: a incompreendida!

Peço licença como autor deste blog e amante da poesia que chora versos escondidos, para vos propor que neste mês estendamos homenagens a esta poetisa de sangue e alma: Florbela D'alma da Conceição Espanca.
Embora tenha morrido cedo (aos 36 por suicídio) e não ter tido o reconhecimento devido em vida, Florbela tem uma obra seguramente madura. Era a voz da mulher que veio ao mundo pra amar e não foi no mundo amada. A poetisa tem sua vida então devotada ao sentimento da incompletude amorosa, da tristeza de não ser compreendida ou encontrada... Nasceu no dia 8 de dezembro de 1894 e no mesmo dia 8 de dezembro, agora de 1930, beijou, como mesmo disse, "a terra alentejana a que entranhadamente" queria. 
A seis dias do suicídio suas últimas palavras foram: "e não haver gestos novos nem palavras novas!". Como quem já houvesse em três décadas vivido toda a dor existencial humana Florbela expirou. Poderíamos dedicar um trabalho todo em pauta de sua vida e obra, porém aqui nos deteremos em apresentar durante o mês de junho que corre a minha particular seleção dos melhores poemas da autora, não diminuindo nenhum outro, por ser impossível, mas para finalmente devotarmo-lhe a compreensão. 
Finalizamos este editorial com uma abertura digna de Florbela Espanca:

"O olhar dum bicho comove-me mais profundamente que um olhar humano. Há lá dentro uma alma que quer falar e não pode, princesa encantada por qualquer fada má. Num grande esforço de compreensão, debruço-me, mergulho nos olhos do meu cão: tu que queres? E os olhos respondem-me e eu não entendo... Ah, ter quatro patas e compreender a súplica humilde, a angustiosa ansiedade daquele olhar! Afinal... de que tendes vós orgulho, ó gentes?" 

sábado, 31 de março de 2012

Editorial

Sinto-me à vontade e mui feliz em poder novamente espalhar minhas palavrações no Blogger... 
Para vias de apresentação, este blog segue a proposta de fazer com que você, caro leitor, tenha diante dos olhos a simplicidade das palavras em seus efeitos, em suas possibilidades... Desde minhas criações até mesmo o compartilhamento de outras influências textuais, asas vos serão oferecidas para que no mais belo voo possais alcançar o gozo da boa leitura; e não só isso! Incentivá-lo a também dirigir seus próprios voos será meu  principal objetivo... Você, simples tripulante ainda se verá comandante... Deixa comigo!
Por conseguinte é que costumo dizer: "A casa é sua; a palavra, sempre nossa". 

Por crer que, como os pássaros, o escritor não possa ver o céu sem almejá-lo beijar, reabro este celeiro... Que venham livres as palavras mais necessárias!

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